O programa Erasmus será alargado a países do Norte de África e do Médio Oriente no âmbito do novo Pacto para o Mediterrâneo. Ursula von der Leyen afirmou que o pacto abrirá “vias legais de migração” com o objetivo declarado de “reduzir a migração irregular”.
A iniciativa, avaliada em 42 mil milhões de euros, será financiada pelos contribuintes europeus e apresentada como uma medida de “mobilidade académica”. Na prática, irá facilitar a emissão de vistos e permitir a entrada de milhares de jovens oriundos de países com forte pressão migratória. A União Europeia está, assim, a institucionalizar uma via permanente de entrada no continente, sem garantias de retorno após o período de estudos, o que poderá intensificar os fluxos migratórios no médio prazo. Os países abrangidos pelo acordo são a Tunísia, Marrocos e Egipto.
O pacto prevê igualmente o reforço da mobilidade entre a Europa e a África do Norte, tanto académica como profissional, tornando a circulação entre as duas margens do Mediterrâneo mais fácil e frequente.
De relembrar, que segundo o Observador, “há mais de 1,5 milhões de estrangeiros a residir em território nacional. Quer isto dizer que a população imigrante praticamente quadruplicou em sete anos, passando de pouco mais de 420 mil cidadãos estrangeiros a residir em Portugal para 1,5 milhões.”
Fontes:
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Mediterranean Pact: the EU’s bid to redefine its Southern strategy – Decode39
Erasmus+ Will Open to MENA Students
EU launches €42 billion Mediterranean pact to rebuild ties with North Africa
Oficial: existem mais de 1,5 milhões de imigrantes no país – Observador
Fontes Multimédia:
“Press Conference with Co-Chairs – The Peace Prosperity Nexus” by World Economic Forum is licensed under CC BY-NC-SA 2.0.





