Consta-se na sociedade moderna que a “violência doméstica é sempre homem contra mulher”, no entanto, no último relatório da CDC sobre parceiros íntimos e violência sexual denota-se uma prevalência de violência em relações bissexuais e lésbicas. Apesar da pesquisa ter sido publicada em Outubro de 2023, o inquérito sobre vitimização por identidade sexual foi realizado entre 2016 a 2017 nos Estados Unidos.

A CDC Centers for Disease Control and Prevention, no seu último relatório sobre parceiros íntimos e violência sexual apresenta dados que indicam uma maior prevalência de violência em relações com a seguinte ordem:

  1. Mulheres bissexuais – 69,3%
  2. Mulheres lésbicas – 56,3%
  3. Homens gays – 47,7%
  4. Homens bissexuais – 46,1%
  5. Mulheres heterossexuais – 46,3%
  6. Homens heterossexuais – 44,1%

Ou seja, os casais heterossexuais presenciam uma menor violência do que casais com outras orientações sexuais. Em contrapartida, as mulheres lésbicas e bissexuais reportam taxas de vitimização superiores.

Quanto ao tipo de agressão, no caso das mulheres verifica-se uma elevada taxa de comportamentos de controlo coercivo (monitorização, ameaças ou restrição da liberdade) e violência física como dar um estalo ou murro.

De notar, igualmente, que na violência física severa, as mulheres bissexuais vitimizaram-se em 47,7%, as mulheres lésbicas 41,6% e as mulheres heterossexuais 31,7%.

Por último, a agressão expressiva (insultos, humilhação, troça) foi a menos reportada.

No que diz respeito ao sexo masculino, a ordem mantém-se semelhante, no entanto, verifica-se uma menor taxa de vitimização por violência física severa. Na observação, presencia-se um “outlier” no sentido em que foge do padrão, devido aos casais heterossexuais terem reportado mais vitimização (em comparação com os gays e bissexuais) na violência física como dar um estalo ou murro.

Fontes:

The National Intimate Partner and Sexual Violence Survey: 2016/2017 Report on Sexual Identity

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